"O tempo é valiosíssimo, mas não custa nada, podemos fazer o que quisermos com ele, menos possui-lo, podemos gasta-lo, mas não podemos guarda-lo. Quando o perdemos não podemos recupera-lo, "passou e pronto.!".

27.03.12


Nessa fase da vida, o desporto é fundamental para regular o corpo humano e protegê-lo da hipertensão, do colesterol alto e da diabetes

 



A síndrome metabólica ou plurimetabólica é uma doença dos “tempos modernos”, e está directamente associada à obesidade. A má alimentação e o sedentarismo são os principais factores que contribuem para o seu desenvolvimento. A doença é caracterizada pela associação de alguns factores de risco que, juntos, aumentam as chances da pessoa desenvolver problemas cardiovasculares e diabetes. A síndrome metabólica costuma se manifestar na idade adulta ou na meia-idade, e as chances de adquirir a doença chegam a ser até duas vezes maiores para homens na faixa dos 50 anos. Sua principal característica e a resistência à ação da insulina, que obriga o pâncreas a produzir mais hormônios. Para que seja diagnosticada, é necessário a pessoa apresentar pelo menos três dos cinco fatores abaixo relacionados:

- Níveis aumentados de triglicérides e ácido úrico;
- Circunferência da cintura acima de 94 cm nos homens e de 80 cm nas mulheres;
- Níveis de HDL, o chamado colesterol bom, abaixo de 40 em homens e abaixo de 50 nas mulheres;
- Glicose em jejum maior ou igual a 110;
- Pressão arterial maior do que 130/85.

Para o dr. Nabil Ghorayeb, cardiologista e médico de desporto, o diagnóstico da doença deve ser feito desde cedo “Ela deve ser combatida desde a infância, quando se torna visível. Para isso, é preciso uma mudança no estilo de vida”, explicou.

Coma direito
O primeiro passo para combater a síndrome metabólica é manter uma alimentação saudável, que é fundamental para o redirecionamento do cuidado com o corpo. “Recomenda-se a ingestão moderada de carboidratos e o consumo de produtos que possuem a gordura boa, como castanha e pão de gergelim, além de carnes magras, como atum, salmão, pescada e frango.”, orientou a nutricionista Mariana Klopfer. “Eu tinha um hábito alimentar muito ruim. Tomava café da manhã com muita pressa. Durante todo o dia, ingeria muito café. Na hora do almoço, comia apenas lanches, coisas gordurosas e na hora da janta sentia muita fome e comia em grande quantidade”, afirmou Sérgio Santana, 54, administrador, que sofre da doença e está em processo de recuperação. Alimentos muito gordurosos, como carnes gordas, frituras, gordura , molhos, cremes e produtos refogados com excesso de óleo devem ser evitados, o consumo de sal deve ser diminuído, dando-se preferência aos temperos naturais, como salsa e cebolinha.

Mexa-se
Além da boa alimentação, a prática de exercícios físicos é essencial no tratamento à doença. “O desporto diminui os factores de risco da síndrome. A prática de exercícios físicos é um dos braços do tratamento”, afirmou Ghorayeb. “A prática de desportos como caminhada, corrida ou natação é indicada para a melhora do paciente, mas deve-se sempre consultar um médico antes e fazer os exames corretos, para que não haja risco de complicações causadas pela falta de preparo”, alertou Mariana.“Pratico desportos para a melhoria da doença. Faço caminhada e academia pelo menos três dias por semana, isso tem feito muita diferença”, disse Santana. A realização moderada de atividades físicas tem apresentado efeitos benéficos na prevenção e tratamento de problemas como hipertensão arterial, diabetes, obesidade e resistência à insulina, que são os principais problemas dentro da síndrome metabólica.O tratamento é ministrado com o uso de medicamentos indicados pelo médico, mas a mudança completa no estilo de vida é a melhor forma para prevenir o mal. O uso de cigarros e o consumo de bebidas alcoólicas devem ser evitados, pois, somados aos factores de risco, tendem a agravar o quadro da Síndrome Metabólica. “A pessoa que deve corrigir seus  hábitos, e não o médico”, salientou o Dr. Nabil Ghorayeb. Sérgio Santana explica que só começou a melhorar após seguir os conselhos dos profissionais da área de saúde. “Comecei pela mudança de hábito. Com uma reeducação alimentar sugerida pela nutricionista e a prática de exercícios físicos. Já sinto que estou bem melhor”, disse. Não há uma cura para a doença, mas sim a administração de seus males. Por isso, é essencial compreender a necessidade de ter um estilo mais saudável e regrado. “É preciso uma conscientização total para que os resultados apareçam”, disse o dr. Nabil Ghorayeb. “Quatro meses depois que iniciei o tratamento, já me sinto bem melhor fisicamente. Estou mais desperto, animado para o trabalho e para prática desportiva. Antes sentia muita sonolência e desânimo”, declarou Sérgio Santana.


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publicado por Zé às 19:46

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