"O tempo é valiosíssimo, mas não custa nada, podemos fazer o que quisermos com ele, menos possui-lo, podemos gasta-lo, mas não podemos guarda-lo. Quando o perdemos não podemos recupera-lo, "passou e pronto.!".

16.10.09

Percepção de esforço


Entenda como interpretar o que o seu corpo diz durante a prática da corrida e conheça os métodos utilizados para correr com prazer.

 



Conhecer e respeitar os limites do corpo é um dos segredos para se desenvolver uma actividade física segura e saudável. Uma das formas mais simples e utilizadas para controlar a intensidade do exercício é o índice da percepção do esforço realizado, que pode ser adoptado para qualquer actividade aeróbica.

“Existem basicamente duas formas de se medir a intensidade de um treino. Uma  delas é o control dos batimentos cardíacos, e a outra a percepção de esforço. Costumo dividir esta carga subjectiva em leve, moderada e forte”, afirmou Kim Cordeiro, treinador da BK Sports. “Em treinos longos, o ideal é usar cargas leves até moderadas. O ritmo forte é imposto só em actividades mais curtas, como treinos de tiros, ou em competições”, completa o técnico.

Na dose certa
A melhor forma para o atleta saber interpretar corretamente os níveis de percepção de esforço durante uma actividade é com a experiência adquirida ao longo dos treinos.

“Quem está no começo não têm dificuldades quando o treino é leve ou moderado, mas, geralmente, não consegue manter o ritmo forte o tempo inteiro. O iniciante acha que conhece, mas tende a forçar um pouco mais, isso é falta de experiência. A orientação do treinador e o tempo vão dar esta percepção exata aos atletas”, diz Cordeiro.

“Alguns têm dificuldade de interpretar o que é moderado e o que é forte. Cabe ao treinador orientar e dar parâmetros para ele saber dosear o ritmo. Com o tempo, o corredor passa a conhecer melhor seus limites e a interpretar correctamente a percepção de esforço”, completa o personal trainer Vagner Diniz.

Vantagens e desvantagens
Uma das principais vantagens de se usar a percepção de esforço nos treinos é que ela permite ao atleta saber dosear o seu ritmo e não forçar demais.

“Na teoria, o frequencimetro tem mais vantagens, pois possui parâmetros exactos. Só que a frequencia cardíaca pode variar se o atleta teve um dia estressante no trabalho ou se treina na hora do almoço, quando está mais quente”, explica Kim Cordeiro. “A vantagem da carga subjectiva é que ela é baseada em como o atleta  se está sentindo na hora do treino, pois, para um amador, cada dia é diferente”, completa o treinador.

“O problema da percepção de esforço é que nem todos conseguem interpretá-la. Algumas vezes, até mesmo os mais experientes têm dificuldades para dosear o ritmo”, diz Diniz. “Tem dias que a pessoa acha que está em um ritmo leve, mas, quando termina o treino, sente que forçou de mais”, completa Cordeiro.

Escala de Borg
Uma das formas mais conhecidas de quantificar a intensidade do exercício é pela escala de Borg, desenvolvida pelo fisiologista sueco Gunnar Borg. A tabela possui diversas “adaptações”, mas a mais comum tem números que variam de 6 a 20. O número mais baixo representa um esforço quase nulo, e o mais alto uma actividade exaustiva, como demonstra o box abaixo:

6 Muito fácil
7 Muito fácil
8 Muito fácil
9 Fácil
10 Fácil
11 Relativamente Fácil
12 Relativamente fácil
13 Ligeiramente cansativo
14 Ligeiramente cansativo
15 Cansativo
16 Cansativo
17 Muito cansativo
18 Muito cansativo
19 Exaustivo
20 Exaustivo
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publicado por Zé às 20:17

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