"O tempo é valiosíssimo, mas não custa nada, podemos fazer o que quisermos com ele, menos possui-lo, podemos gasta-lo, mas não podemos guarda-lo. Quando o perdemos não podemos recupera-lo, "passou e pronto.!".

17.03.10

 

 

SETE MOTIVOS PARA CORRER A MARATONA “Para ganhos fisiológicos já basta a preparação para a meia-maratona. Não há novos ganhos físicos ao dobrar a distância. Mas o benefício psicológico, sem dúvida, é único após os 42 km”, afirma o cardiologista Edmar Santos, Cardiologista e mestre em Medicina Interna e Terapêutica da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). “Não existe uma resposta certa para o porquê de uma maratona. Assim como não existe uma resposta errada. Cada motivo é único”, do livro “Marathoning for Mortals”, de John Bingham e Jenny Hadfield.

1 - O maratonista aprende a desenvolver pequenas metas (mensais, semanais e até diárias) e a se organizar melhor.
2 - O treino longo pode ser uma positiva e construtiva forma de egoísmo. Naquele momento a pessoa aprende a fazer por ela mesma. Isso gera autoconfiança e segurança de saber que é capaz.
3 - “Você tem de dizer ‘eu concluí’. Não existe prazer maior que este. Na corrida, não importa se é o primeiro a chegar, se chega na metade, ou se está entre os últimos”, Fred Lebow, corredor e um dos fundadores da Maratona de Nova York.
4 - Depois de uma maratona, tudo na vida fica menos complicado. Os problemas ganham proporções muito menores.
5 - É uma experiência de superação que pode ser levada para a vida profissional e pessoal.
6 - Treinar para fazer o melhor é a mais saudável forma de competição.
7 -
Muitas pessoas correm para relaxar da realidade; outras para provar a si mesmas que são capazes; e algumas para encontrar os próprios limites.

 

Supere os 10 km, depois a meia

“Quando o corredor atinge e se acostuma com uma certa distância, o grande desafio, em geral, é ir aumentando o percurso.

Ao chegar nos 10 km, ele almeja a meia. Amanhã será a maratona”, afirma o treinador Sandro Figueiredo, da Sandro Performance, ele mesmo é um exemplo dessa ambição, pois já correu 14 maratonas, 12 delas internacionais. O gerente de informática Eduardo Brunetti, 42, sabe bem o que é isso. “No início eu nem me achava capaz”, conta. O início da corrida para ele foi em 1999 para acompanhar o filho, na época com 15 anos, na São Silvestre, de 15 km. “Corri ainda algumas provas de 10 km e passei para as meias-maratonas. Quem diria, o sujeito que nem acreditava se pegou um dia sonhando com a maratona”, revela. E, em 2001, ele finalmente estreou e correu a Maratona de São Paulo. “Se eu desistisse, era fácil de voltar para casa.” De facto, isso quase aconteceu. Ele confessa que fraquejou várias vezes durante as quase seis horas que gastou no percurso. O corpo pedia para parar, mas a cabeça queria chegar. Depois do desgaste e da dor da experiência, Brunetti decidiu que aquela fora a primeira e a última. “Que nada, em seis meses, eu já organizava minha ida para correr a Maratona de Paris”, brinca. Neste ano, ele concluiu o Ironman (180 km de bike, 3,8 km de natação e uma maratona de corrida) e já planeja disputar a Comrades Marathon (tradicional ultramaratona na África do Sul, de aproximadamente 90 km, segundo o site oficial da prova) no ano que vem. “Agora, após cada desafio eu quero mais”, afirma.

 

Basta treinar

Para conseguir o feito de Brunetti, afirmam os treinadores, é só treinar. O corpo e a mente. “A resistência é treinável. Salvo algumas exceções, qualquer pessoa bem de saúde consegue correr uma maratona”, afirma o diretor técnico da MPR Assessoria Fábio Rosa.  “Atletas de longa distância são criados, não nascidos”, afirma o livro “Marathoning for Mortals”, do corredor John Binghan e o técnico Jenny Hadfield.

 

Paciência, dedicação e boa alimentação!

“O mais difícil é desenvolver a paciência para o atleta respeitar os meses de treino que antecedem a competi­ção”, explica Rosa.  Foi com uma dose extra de paciência que a executiva do mercado financeiro Valéria Notrispe, 39, trocou os treinos da meia-maratona por cinco meses de preparação para a maratona de Chicago, em 2005. “Seria a minha terceira meia. Eu achava impossível conseguir correr tantos quilômetros, por isso não me animava com a maratona. Após uma conversa com minha treinadora, fui convenci­da a tentar”, diz a corredora que levou cinco horas para concluir o percurso.

Agitada e muito impaciente, Valéria usou as técnicas das aulas de pilates para se concentrar e respirar. “Estava ali a passeio. A disputa era Valéria contra Valéria.” Os exercícios de concentração foram essen­ciais nos piores momentos, como no quilômetro 32. “Me falaram que no km 30 pula um urso nas suas costas. Passei por ele e não senti nada. Mas no km 32, a família inteira do urso pulou em mim. Doía tudo. Mas faltava pouco. Andei uma milha. Respirei fundo, busquei a concentração e voltei a correr”, diz Valéria que pretende voltar a Chicago em 2007. “Chorei tanto que um amigo disse que eu ia desidratar. Mas nada se compara àquele barulhinho do chip na chegada. Vou escutá-lo para o resto da vida. Pilates, música, técnicas de associação... vale tentar de tudo para encarar o treino específico para a maratona, que pode durar de três a seis meses. Mas não precisa se desesperar, pois assim como o treino longo começa em 15 km e vai aumentando para 18, 21, 25 e até 34 km, o trabalho psicológico é gradual. “Da mesma forma que cresce o treino, cresce a dedicação. Por isso a escolha deve ser bem pensada para que o sacrifício seja associado ao prazer e não à obrigação”, afirma o psicólogo desportivo Arthur Marcondes Ferraz Silva.

 

Escolhas significam perdas

“É preciso ter consciência de que fazer uma maratona significa abrir mão, por alguns meses, de actividades de lazer, mudar a alimentação e ter as manhãs de sábado comprometidas com os treinos longos. Mas todo sacri­fício vale a pena”, admite Brunetti, que é casado e tem dois filhos.

 

QUANDO A META É A MARATONA, MUITA COISA TEM DE SER AJUSTADA:

Trabalho: Quem trabalha aos sábados, vai sentir diferença no rendimento em função da duração dos treinos longos. Além disso, haverá um desgaste físico maior. E, se não houver um bom descanso no domingo, a semana pode começar cansada e a pessoa pode sentir-se mole. Atenção às semanas de pico, quando o cansaço –que é acumulativo– estará no auge. Aproveite todo e qualquer momento de descanso.

Família: geralmente é a mais afectada e a mais difícil de administrar. Afinal, todo momento livre na vida do maratonista ele sentirá necessidade de descansar. Daí a necessidade do apoio, compreensão e companheirismo nas tardes de sábado no sofá ou no domingo em casa.

Social: As baladas na noite de sexta-feira e o churrasco com cerveja aos sábados ficarão suspensos. O resguardo na noite que antecede o longo é essencial para o atleta conseguir concluir o treino proposto. Já o descanso no sábado à tarde é uma necessidade fisiológica para o organismo se recompor.

Alimentação: Á medida que aumenta o volume dos treinos, sobe também a necessidade de restabelecer as reservas de glicogênio muscular e hepático que são depletadas no exercício. “É fundamental se programar para ter alimentos disponíveis na primeira hora e a cada duas horas, até o fim do dia”, diz Patrícia Bertolucci, nutricionista. O que não pode faltar: carbohidrato em todos os lanches ou refeições e proteínas para a reparação das fibras musculares. A reposição de carbohidratos e proteínas deve continuar no período de 24 horas após o fim do treino.

Complemento:
É importante a pessoa encaixar um exercício complementar aos treinos de corrida de duas a três vezes por semana. O mais indicado é a musculação, com foco na resistência muscular e força (séries com pouco peso e muita repetição). Músculos mais fortes diminuem o gasto energético durante a corrida e protegem as articulações.

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publicado por Zé às 16:54

Pois, pois, dito assim parece fácil.
O difícil não é começar, ao contrário do que muita gente diz, o difícil é continuar.
J.P. Meixedo a 17 de Março de 2010 às 23:44

Um espaço onde pode informar-se sobre aspectos relacionados com a corrida, alimentação, exercícios, nutrição, treinos, lesões etc,etc. Email:jmsesteves@mail.pt
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