"O tempo é valiosíssimo, mas não custa nada, podemos fazer o que quisermos com ele, menos possui-lo, podemos gasta-lo, mas não podemos guarda-lo. Quando o perdemos não podemos recupera-lo, "passou e pronto.!".

16.12.10

O que é um Radical Livre?

É um átomo, ou uma molécula (conjunto de átomos), com um ou mais electrões desemparelhados. Devemos recordar que os electrões gravitam à volta do núcleo do átomo, tal como os planetas giram à volta do sol, só que emparelhados. Se um destes electrões, por qualquer motivo, saltar para fora da sua órbita, a molécula torna-se num radical livre, altamente instável e energético. Para atingirem a estabilidade, têm que “roubar” outro electrão a um outro átomo vizinho (processo designado por oxidação) tornando este reactivo e assim sucessivamente.

 

 

Dá-se então início à chamada reacção em cascata. Este evento é muito rápido e altamente destrutivo e representa uma séria ameaça para as células vivas e para o organismo. Se se permitir que esta reacção continue, irá originar um processo inflamatório, o qual activará diferentes sistemas de decomposição, incluindo enzimas, hormonas, lípidos de membrana, etc.

 

Por que é que aparecem os Radicais Livres?


Os Radicais Livres podem aparecer devido a vários factores. Para o atleta, cuja capacidade respiratória está muito mais desenvolvida que o normal, o risco é maior. Efectivamente, os atletas podem utilizar 12 a 20 vezes mais oxigénio por minuto que pessoas sedentárias. Ora uma vez que do total de oxigénio inspirado, cerca de 5%, se transforma no ião superoxido, podemos deduzir que a formação de um Radical Livre num atleta é muito elevada. Contudo, não é só o aumento do consumo de oxigénio que está relacionado com a formação dos radicais livres. A falta de oxigénio transitória nos tecidos, resultante do levantamento de pesos ou do exercício anaeróbico (velocistas, por exemplo) pode levar a um aumento dos iões de hidrogénio, os quais, por sua vez, vão reagir com os superoxidos, produzindo espécies reactivas de oxigénio adicionais.

Mas a formação de radicais livres também acontece devido ao stress e durante a exposição a produtos tóxicos ambientais (tais como as dioxinas libertadas pelas fábricas de produtos químicos, o fumo do escape dos automóveis, etc). Outras fontes incluem raios X, raios UV e o tabaco. Os Radicais Livres podem formar-se também a partir das carnes e peixes grelhados, ou quando fritamos os alimentos a altas temperaturas ou em óleos degradados.

Principais Radicais Livres

Os Radicais Livres mais reactivos são os seguintes:

lão Superoxido – formado a partir do oxigénio.

Radical Hidroxilo – formado a partir do peróxido de hidrogénio. É considerado o mais perigoso de todos.

Oxigénio Singleto – produz-se quando a luz ultra-violeta ou o ozono atingem as nossas células.

Todas estas moléculas reactivas, devem ser eliminadas para podermos preservar a vida celular.

 

Alvos dos Radicais Livres


Proteínas – as moléculas que compõem as proteínas são os tijolos que constroem as células, necessários para manter a boa saúde do organismo, reparar lesões e tecidos. As proteínas podem ser enzimas (proteínas estruturais) tais como o colagénio ou a elastina (que se encontra na pele). Quando as proteínas da pele são agredidas, surgem as rugas e o envelhecimento desta. As proteínas do sistema imunitário protegem-nos das doenças e as proteínas que entram na composição de hormonas regulam o crescimento e o metabolismo. Lípidos – estes nutrientes entram na composição das membranas celulares, transmitem informação dentro das células e comunicam sinais entre as células. Um dos exemplos mais flagrantes do ataque aos lípidos é a chamada  lipoperoxidação, isto é, o ataque aos ácidos gordos contidos no colesterol-LDL (mau colesterol). É este ataque que conduzirá, progressivamente, à aterosclerose, doença cardíaca e, em último caso, ao ataque cardíaco.

ADN – as moléculas que compõem o ADN contêm toda a informação genética do nosso corpo. Os danos causados pelos Radicais Livres ao ADN, podem afectar severamente a nossa esperança de vida, ao causarem mutações no ADN celular. Assim, os Radicais Livres podem conduzir à aterosclerose, à doença cardíaca, ao cancro, às cataratas, ao enfraquecimento do sistema imunitário, envelhecimento da pele, à perda de memória, doença de Alzheimer, etc. Para o atleta, as lesões, as dores musculares e a dificuldade em recuperar após o treino, são os problemas mais comuns originados pela acç.ão dos Radicais Livres. Para proteger o organismo destes invasores, os atletas devem consumir suplementos antioxidantes.

publicado por Zé às 10:15

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