"O tempo é valiosíssimo, mas não custa nada, podemos fazer o que quisermos com ele, menos possui-lo, podemos gasta-lo, mas não podemos guarda-lo. Quando o perdemos não podemos recupera-lo, "passou e pronto.!".

03.02.11

Novo estudo revela propriedades anti inflamatórias de azeite virgem de oliva

 

 

Investigadores do Hospital Universitário Rainha Sofia de Córdoba em Espanha, têm realizado um estudo para determinar a influência dos micronutrientes de certas gorduras sobre as doenças cardiovasculares, diabetes ou câncer, e se o seu consumo pode modificar o processo inflamatório em pessoas saudáveis.

Para este fim, eles estudaram o consumo em dietas alimentares com diferentes composições e tipos de gorduras, baseadas no azeite de oliva, frutos secos e manteiga, constataram que no caso do azeite de oliva extra virgem, este regista uma tendência descendente de índices inflamatórios em indivíduos saudáveis, enquanto que a alimentação baseada em frutos secos tem um efeito intermédio e a alimentação rica em manteigas exerce um efeito nocivo sobre a inflamação.

Jornais e revistas especializadas em nutrição de grande notoriedade internacional, como o American Journal of Clinical Nutrition (Jornal Americano de Nutrição Clínica), Journal of Clinical Endocrinology and Metabolismo or Atherosclerosis (Jornal de Endocrinologia Clínica e Metabolismo ou Arteriosclerose), já se manifestaram sobre os resultados deste trabalho realizado pela Unidade de Lípidos e Arteriosclerose do Hospital Universitário Rainha Sofia, sob direcção dos Drs. Francisco Pérez Jiménez e José López Miranda, e com a participação do Laboratório de Nefrologia Experimental e Patologia Vascular da Fundação Díaz Jiménez.

Durante o desenvolvimento deste trabalho de investigação, as pessoas encarregadas pelo estudo observaram que o azeite de oliva reduz a concentração plasmática de outras moléculas que se expressam nas paredes dos vasos sanguíneos e também favorecem a inflamação, confirmando a incidência do consumo na melhoria do processo inflamatório. Os pesquisadores atribuem esse novo efeito benéfico do azeite de oliva, pelo menos em parte, à elevada presença de micronutrientes e, apesar de ainda não estarem totalmente esclarecidos sobre os efeitos da maior parte destes micronutrientes, têm sugerido a possibilidade que possam actuar devido a um efeito directo, semelhante às drogas anti-inflamatórias.


Propriedades Antioxidantes

A Unidade de Lípidos e Arteriosclerose do Hospital Rainha Sofia, actualmente, está a trabalhar na procura de efeitos benéficos relacionados com o consumo habitual de azeite de oliva virgem. Segundo o Dr. Pablo Pérez Martínez, “a principal propriedade do azeite de oliva é a sua riqueza de antioxidantes, o que o torna numa gordura única. Portanto, é necessário esclarecer qual é o valor acrescentado dos seus componentes, já que esta é a única forma de estabelecer uma alimentação saudável baseada no azeite de oliva como a sua principal matéria gorda.” Segundo o Dr. Pérez Martínez, o “azeite de oliva é um alimento fundamental na dieta mediterrânica, sendo a sua principal fonte de gordura e fornece uma elevada nutrição através dos seus micro componentes.” De acordo com este investigador, uma alimentação à base de azeite de oliva reduz o mau colesterol (LDL), reduz a pressão arterial , promove o controlo de diabetes e diminui o risco de trombose. Nos últimos anos, e graça às novas tecnologias, temos outros óleos adequados à nutrição humana com uma composição semelhante ao azeite de oliva, como os extraídos de frutos secos e sementes, o óleo de girassol, soja ou canola. No entanto, tais óleos apresentam uma diferença fundamental com o óleo extraído das azeitonas, já que “o azeite de oliva é um sumo natural, que contém centenas de micro componentes não gordos de interesse nutricional e biológico, como a vitamina E, carotenos, clorofila, e especialmente, compostos fenólicos.”


Benefícios dos micronutrientes

De acordo com o Dr. Pérez Martínez, os resultados deste estudo confirmam mais uma vez os benefícios da dieta mediterrânica, “um modelo de alimentação com alto teor de gordura monoinsaturada do azeite de oliva virgem, capaz de induzir uma ampla gama de efeitos biológicos sobre o sistema cardiovascular”. Além disso, de acordo com o investigador, os estudos mais recentes têm vindo a definir gradualmente que certos benefícios dependem, ou podem ser favorecidos através do consumo de azeite de oliva rico em micro componentes, tal como no caso do azeite de oliva e das suas propriedades anti-inflamatórias. Este é sem dúvida um novo dado que acrescenta importância renovada ao papel do azeite de oliva na nutrição humana.

Fonte: Medical News Today

publicado por Zé às 12:54

Tenho 63 anos e sempre gostei de correr. Há cerca de 5 anos que nao o faço por falta de tempo mas,tenho vindo a alimentar a vontade de o voltar a fazer.Espero mesmo,em breve,recomeçar. Sabia do valor nutritivo do azeite mas,com a informaçao recebida atavés do vosso site fiquei com uma ideia mais completa sobre a importancia que o mesmo pode ter na nossa saúde. Como acima refiro,tenho 63 anos e sinto que ainda me sinto com forças e saúde para dar umas corridinhas que,concerteza,vão contribuir para a manutenção do meu (até agora),bém estar.Nao sei se vou ter resposta mas,gostava de uma opinião vossa em relação aos meus dois temas:-a corrida e o azeite!...SAUDAÇÕES.
luis manuel pereira a 21 de Março de 2011 às 19:37

Amigo Luís, nunca é tarde para recomeçar, no entanto como já está parado há 5 anos não era má ideia realizar uns exames médicos, só para ter a certeza que está tudo bem. Com respeito à falta de tempo ai discordo, pois o dia tem 24h, haja vontade!!!. Um abraço e bons treinos.
a 22 de Março de 2011 às 16:49

Um espaço onde pode informar-se sobre aspectos relacionados com a corrida, alimentação, exercícios, nutrição, treinos, lesões etc,etc. Email:jmsesteves@mail.pt
Visitas/Tradutor
English French German Spain Italian