"O tempo é valiosíssimo, mas não custa nada, podemos fazer o que quisermos com ele, menos possui-lo, podemos gasta-lo, mas não podemos guarda-lo. Quando o perdemos não podemos recupera-lo, "passou e pronto.!".

20.01.13

Praticar corrida e sexo regularmente são formas de obter saúde com mais prazer e melhor desempenho, em ambas as actividades.

Corrida e sexo estão interligados desde a origem do homem, literalmente. A própria concepção promove uma disputa de espermatozóides “bem condicio­nados” em busca do óvulo. Chega na frente quem tem mais energia e toma o caminho certo. Da mesma forma, durante a vida sexual do indivíduo, o trabalho de condicionamento aeróbico pode ser um aliado não só para manter o desejo vivo, mas para promover um bom desempenho. A medicina já prova que indivíduos que praticam actividade física regular são melhores parceiros no sexo, em função das inter-relações que existem entre as práticas.“A relação sexual com penetração exige movimentos pélvicos que consomem energia e força muscular. É comum a descrição de casais com mais de 50 anos e sedentários que interrompem a caminhada rumo ao orgasmo por cansaço. Além disso, o cansaço pode, no homem, desin­flar a erecção. Portanto, um bom condicionamento físico é essencial para uma relação sexual satisfatória”, diz o médico neurologista e autor do livro “Inteligência Sexual”, Martin Portner. Na associação entre sexo e corrida, sem dúvida o coração é um dos mais impor­tantes elos de ligação. Um sistema cardiovascular sadio actua não só na erecção como também no trans­porte eficaz de hormônios e oxigênio para as células do organismo. A corrida, pelos seus processos adaptativos no organismo, protege contra a arterios­clerose – o acúmulo de gordura dentro dos vasos sangüíneos –, promove a formação de novos microvasos (neovascularização) e melhora a eficiência do coração, que passa a bombear mais sangue com menor esforço, intensificando a nutrição muscular. Não à toa, os cardiopatas são os que mais se beneficiam das recomendações e da atenção médica antes da actividade sexual.

Boa capacidade aeróbica
“Quanto maior for a capacidade aeróbica do indivíduo, menor será o risco de ter problemas sexuais, pois a actividade física regular é capaz, entre outras coisas, de reduzir o trabalho cardíaco requerido durante o sexo”, diz Ricardo Stein. Da mesma forma, a corrida regular também aumenta a capacidade pul­monar de absorver oxigênio para a produção de energia no organismo. Essa capacidade também é importante na actividade sexual. Ela contribui para tornar o indivíduo menos ofegante e mais resistente ao esforço, por mais tempo.


Hormônios correm soltos
A actividade física não estimula uma produção maior de testosterona, no homem, ou estradiol, na mulher, como muitos pensam. Ao contrário, os exercícios físicos extenuantes podem derrubar os níveis destas substâncias no organismo e prejudicar a libido. No entanto, se feita de forma moderada, a actividade pode dar a impressão de estimular mais o desejo. O indivíduo que corre ou faz outra actividade regular elimina uma série de factores e influências do stresse que prejudicam a produção dos hormônios sexuais e estabilizam o cortisol que, em níveis altos, atrapalha a erecção. Quando a liberação ocorre normalmente, a vontade parece ficar maior”, explica o fisiologista do Cemafe (Centro de Medicina da Actividade Física e do desporto), da Unifesp (Universidade Federal de SP), Turíbio Leite de Barros. Segundo ele, também não é preciso abrir mão do sexo em função do exercício. “A menos que o indivíduo esteja fatigado, o sexo não costuma levar a um desgaste físico muito significativo”, afirma. Portanto, nada impede que um corredor faça um “aquecimento” na noite anterior a uma prova. Ao contrário, quanto maior a freqüência sexual, maior será a produção de testosterona, como efeito adaptativo, proporcionando mais pique e disposição para o exercício, além de favorecer o desenvolvimento muscular. Vários outros hormônios requisitados para uma boa relação sexual também são estimulados com a actividade física, como a adrenalina, a noradrenalina, o GH (sigla, em inglês, para hormônio da juventude) e as endorfinas. Segundo o endocrinologista da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica) Márcio Mancini, a adrenalina, responsável por activar a circulação e deixar os sentidos mais “despertos”, actua tanto no momento do sprint da corrida quanto na excitação. Mas é a endorfina, hormônio liberado por meio da actividade física e responsável pela sensação de prazer, quem vai garantir o trabalho psicológico necessário para promover uma maior disposição sexual. O autor do livro “Inteligência Sexual”, Martin Portner, define: “sexo pode até dar falta de ar, mas isso só acontece com as pessoas que não se preparam. Para as preparadas, sexo é tão importante quanto o ar”, finaliza.

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publicado por Zé às 17:00

parabéns pela sua criatividade! esta saia é divino!
tradizioni spagnole a 26 de Abril de 2010 às 14:13

Um espaço onde pode informar-se sobre aspectos relacionados com a corrida, alimentação, exercícios, nutrição, treinos, lesões etc,etc. Email:jmsesteves@mail.pt
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