"O tempo é valiosíssimo, mas não custa nada, podemos fazer o que quisermos com ele, menos possui-lo, podemos gasta-lo, mas não podemos guarda-lo. Quando o perdemos não podemos recupera-lo, "passou e pronto.!".

01.10.14
Conheça os tipos de dores que você está sujeito a sentir após a corrida
 

A palavra dor soa como algo ruim, que poderá te impedir de seguir em frente com os treinos. Mas, às vezes, não é bem assim. Claro que toda dor deve ser levada à sério e caso persista, a procura de um médico é indispensável. Porém, existem tipos de incômodos que não te afastam por períodos muito longos da corrida, se diagnosticadas e tratadas correctamente.

Para saber se os treinos devem continuar, é preciso identificar se o que está sentindo se é uma dor muscular ou estrutural. A muscular é aquela "dor boa", que surge depois de treinos mais pesados. “Essa dor ou cansaço termina ou diminui após o treino ou corrida. Ela passa com a diminuição de intensidade”, explica o fisiologista do desporto da Unifesp, Raul Santo de Oliveira.

A sensação de cansaço, geralmente, é sentida em todo um grupo muscular e é um incômodo generalizado, mas que passa. Geralmente, corredores iniciantes sentem muito esse tipo de dor, pois os músculos e articulações ainda não se habituaram ao exercício. No período que esta dor estiver presente, opte por uma corrida leve ou repouso total.

Já a estrutural significa lesão! Pode ir desde distensões até microrupturas e sua duração é bem maior. Quando perceber que uma dor não passa mesmo após um tempo de descanso, provavelmente você foi acometido por alguma contusão. Essas dores precisam ser comunicadas ao treinador e analisadas por um médico com urgência e correr nestas condições está, definitivamente, fora de cogitação.

Atenção
Além destas duas dores citas, os incômodos também podem surgir fora dos treinos. “Existem aquelas dores por conta de posturas inadequadas durante o dia de trabalho ou por exigências físicas que não são do desporto, como movimentos repetitivos no trabalho ou em casa”.

O descanso é primordial
O corpo se adapta ao esforço físico, mas tudo tem um limite. Sem o descanso, o corpo não consegue receber bem as cargas de treino e com a repetição dos treinos o corredor poderá entrar em um estado em que o organismo chega ao seu limite de esforço.

É um período em que o organismo repõe as perdas, recupera-se de micro lesões, repõe os estoques, por exemplo, de carbohidratos entre outros elementos importantes da musculatura, como sangue e hormônios", explica o fisiologista.

“O descanso faz parte do treino, pois é neste momento que o organismo realiza o que chamamos tecnicamente de "anabolismo", que nada mais é que a assimilação aos estímulos do trabalho realizado, mostrando assim os resultados desejados”.

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publicado por Zé às 15:33

31.01.14

 
   As cãibras por definição são: lesões ou condições transitórias que geram uma forte contração muscular involuntária e dolorosa, causando assim um espasmo muscular. Geralmente acomete atletas durante ou após actividade física de alta intensidade, podendo ocorrer também durante o sono ou repouso, quando a musculatura permanece em posição de encurtamento.

Dentre as causas que podem levar a uma cãibra muscular podemos citar:

• Treinamento excessivo;
• Falta de aquecimento;
• Déficite de equilíbrio muscular (alongamento e fortalecimento);
• Má nutrição e hidratação antes e após a actividade física;
• Exercícios de alta intensidade realizados sobre o calor intenso provocam suor e diurese, causando desidratação corporal, que vai influenciar directamente na diminuição na taxa de cálcio, sódio, potássio e magnésio do corpo, causando um desequilíbrio iônico (perda de eletrólitos).

Esse desequilíbrio iônico leva a degradação das proteínas musculares responsáveis pela contração muscular. Essa degradação vem seguida de fadiga muscular que transforma-se em contração espasmódica e dolorosa. A cãibra é de fácil diagnóstico clínico. O atleta pode apresentar dores intensas e localizadas, enrijecimento muscular e perda momentânea de mobilidade. Em atletas de corrida, as cãibras acometem principalmente os músculos da panturrilha, posteriores de coxas e em alguns casos até os músculos abdominais podem ser afectados. O diagnóstico é eminentemente clínico. O atleta pode apresentar dores intensas e localizadas, associadas ao enrijecimento muscular e perda momentânea de mobilidade em virtude das dores. Elas não apresentam rupturas ou lesões nas fibras musculares. Algumas estratégias básicas podem e devem ser utilizadas para prevenção durante as corridas. Entre elas podemos citar: atenção ao treino e primeiros sinais de cansaço (fadiga muscular); trabalhos prévios de aquecimento e desaquecimento; trabalho prévio de alongamento; correcta hidratação; e uma dieta balanceada. O tratamento depende da gravidade da cãibra. Geralmente após actividade física o fisioterapeuta que acompanha a equipa ou atleta pode realizar alongamento da musculatura acometida, gerar estímulos para contração activa da musculatura contrária (antagonista) ao músculo acometido (agonista) e relaxamento da musculatura acometida com recursos de massoterapia, termoterapia e eletroestimulação. Após o pronto atendimento durante o evento desportivo, oriento o atleta a manter repouso por até 36hs e só após esse período retornar aos treinos de forma gradativa. Alguns casos mais graves, onde a dor é persistente e vários episódios de cãibra são observados durante o dia, é aconselhado o afastamento das actividades e um programa de fisioterapia é indicado para a resolução do problema, além de seguir em acompanhamento pela equipa interdisciplinar com médico, fisioterapeuta, nutricionista e educador físico.

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publicado por Zé às 12:22

25.09.13


Saiba como o tratamento pode ser uma óptima opção para aliviar as dores após provas e treinos longos

 


A utilização de gelo para curar inflamações e problemas médicos no geral é uma prática milenar, e já era adotada por gregos e romanos, que aproveitavam o gelo natural para tratar os pacientes. Nos dias de hoje, o processo evoluiu, e a técnica conhecida como crioterapia ganha cada vez mais espaço no processo de recuperação do atleta. A crioterapia pode ser definida como aplicação geral ou local de baixas temperaturas ao corpo que resulte na retirada do calor corporal, diminuindo assim a temperatura tecidual. Essa redução de temperatura pode ser feita nas formas líquida (por meio da água), gasosa (em aplicação de gases e sprays a temperaturas baixas) ou sólida (com gelo). “A aplicação de gelo para recuperação vem de muito antigamente, mas o uso para recuperação de atletas começou a ser mais difundida na Europa e nos Estados Unidos. A  utilização da crioterapia ainda está no início e tem muito a evoluir”. “Essa técnica é utilizada principalmente no atletismo, e tem como função a recuperação do corredor após o treino ou uma prova intensa. Após o desgaste físico grande, o atleta sofre algumas minilesões e, com a aplicação de gelo, essa recuperação é muito mais rápida e o atleta recobra o ritmo com mais velocidade”, completa Oliveira.

Benefícios
Os benefícios do uso adequado da crioterapia são muitos, como a ação preventiva antiinflamatória de rápido resultado, a diminuição de fadiga e espasmos musculares e a rápida ativação circulatória. “A crioterapia é muito usada em casos de lesão. Na recuperação do atleta após o treino e provas, ela ajuda bastante na recuperação do processo antiinflamatório, pois aumenta a pressão nos vasos, aumentando também a circulação de oxigênio”, destaca Paulo Correia, mestre em fisiologia do exercício pela Unifesp. “.

 

Cuidados
O uso do gelo pode ser feito com bolsas térmicas ou o “banho de imersão”, em que o atleta entra com o corpo até a cintura em uma banheira ou tanque cheio de água com gelo. Nos dois casos, é muito importante atentar para o tempo do tratamento. “O processo não pode levar muito mais que alguns minutos. No caso de imersão, o tempo de contato com o gelo deve ser de quatro a seis minutos. Se aplicado em áreas isoladas, com o auxílio de bolsas de gelo, o tempo ideal são 20 minutos”, explica Raul Santo de Oliveira. “Se a exposição ao gelo ou a temperaturas for muito longa, pode causar algumas lesões. As células podem morrer, com a baixa circulação de sangue. Por isso, logo que o atleta achar que não está aguentando mais o frio, deve parar a aplicação”, alerta o fisiologista. As partes mais delicadas do corpo exigem cuidados ainda maiores. “O corredor deve tomar cuidado com a aplicação do gelo em locais como o rosto, costas ou peitoral, já que ficam próximos de alguns órgãos vitais, e a exposição deles a uma temperatura baixa não é muito boa”, orienta Correia. “Outro ponto que o atleta deve tomar cuidado é com a aplicação nas articulações. Se ela for feita no joelho, por exemplo, não pode passar de dez minutos e, após isso, o corredor não deve mexer a perna, senão pode causar uma lesão grave”, conclui o médico.


12.09.13


Bolhas e assaduras podem ser um problema para atletas durante a corrida. Saiba como prevenir esses incômodos e evitar que eles atrapalhem o desempenho em um treino ou prova.

 


“Sem dor, sem ganho”. Esta frase costuma servir de motivação para atletas profissionais e amadores em muitos momentos difíceis. Mas isto não significa que é preciso sofrer para praticar um desporto, e saber como acabar com alguns incômodos pode fazer o exercício se tornar uma actividade muito mais prazerosa.

Na corrida, é muito comum os atletas se depararem com assaduras ou bolhas causadas pelo atrito entre algumas partes do corpo ou com o vestuário. Elas podem atrapalhar o desempenho ou até mesmo obrigar o corredor a interromper uma prova.

“Uma assadura ou bolha pode se tornar algo muito desconfortável e comprometer todo um treino ou uma competição. Quem costuma sofrer com isso, precisa tomar alguns cuidados”, alerta Adriano Bastos, atleta profissional e director técnico da Adriano Bastos Treino Desportivo.

Estes incômodos costumam surgir na parte interna da coxa, na região da virilha, debaixo das axilas, entre os dedos dos pés, nos calcanhares, nos mamilos ou no pescoço, e, muitas vezes, o uso de vestimentas adequadas é o suficiente para evitá-los.

“Usar uma bermuda de lycra debaixo do calção é o caminho mais adequado para evitar assaduras na parte interna das coxas, pois o tecido mais liso minimiza o atrito. Esparadrapos entre os dedos do pé também ajudam a proteger e não ter o contacto com a pele”, aconselha Bastos.

“O vestuário apropriado ajuda a poupar o corredor de certos problemas. Uma meia justa, específica para corrida, minimiza o deslocamento do tecido e é mais difícil provocar bolhas nos calcanhares. O atleta também pode usar um esparadrapo ou band-aid nos mamilos para evitar o contacto com o tecido da camiseta”, orienta Luiz Fernando Bernardi, director técnico da Find Yourself.

O uso de vaselina nas regiões de atrito também costuma ser uma saída adoptada por muitos atletas, mas ela pode perder a sua eficiência em treinos ou provas mais longas.

“Além de ficar uma meleca, a vaselina sai com o tempo e as assaduras podem surgir do mesmo jeito”, diz Bastos. “Se actividade for mais longa, o corredor vai precisar repassar a vaselina para continuar protegido”, completa Bernardi.

Autoconhecimento
Escolher qual método utilizar para evitar bolhas e assaduras é uma escolha pessoal e, quase sempre, o corredor precisa “sofrer” com o incômodo para então preveni-lo.

“Pelo próprio histórico desportivo, a pessoa já deve ter uma atitude de prevenção, e ficar atento aos locais do corpo que precisam ser protegidos”, afirma Bernardi. “Não dá para ir ás escuras. Enrolar todo o pé com esparadrapo ou tomar um banho de vaselina. Isto pode até gerar um novo incômodo. É preciso ter sofrido com algo antes, pois geralmente é sempre no mesmo lugar que vai aparecer o problema”, diz Bastos.

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publicado por Zé às 17:00

29.07.13

Elas causam desconforto e podem prejudicar o seu desempenho na corrida. Saiba como prevenir e tratar esse tipo de lesão

 



Há quem pense que as unhas dos pés não servem para nada, principalmente aquelas pessoas que sofrem com as dolorosas unhas encravadas. Se esse tipo de lesão já é capaz de tirar o sono de tanta gente, imagine para um corredor, que se vê impedido de calçar as sapatilhas e libertar a sua endorfina pelas ruas da cidade. Se você é um dos corredores que sofre desse mal, pense melhor antes de colocar em dúvida a função das suas sofridas unhas, pois elas são proteção dos seus dedos. A função principal delas é proteger essa zona do corpo que tem grandes chances de sofrer traumatismos. O problema só surge quando os calçados apertam demais ou a unha é cortada de forma incorreta, causando o encravamento delas. Mas o que um corredor, que vive com as sapatilhas nos pés, pode fazer para evitar esse tipo de lesão? “Aqueles atletas que têm a necessidade de usar calçados fechados a maior parte do tempo e tiverem propensão a desenvolver a unha encravada devem usar tênis que sejam um número maior do que o tamanho do pé”, indicou Rosa Maria Santos, podóloga do Centro de Atividades Podológicas . Isso porque durante a atividade, a tendência do corpo é reter alguns líquidos e provocar inchaço, um prato cheio para aquela unha torta pegar na ponta do tênis e causar tamanho desconforto que pode resultar no abandono de uma prova. Além disso, aqueles que já manifestaram esse tipo de problema devem tomar cuidados especiais periodicamente. “Quem desenvolve unha encravada tem a necessidade de ir a um podólogo para cortar a unha de maneira correta sempre. Ele não consegue fazer isso sozinho em casa, por exemplo, pois a posição que a pessoa fica para cortar a própria unha impossibilita”, explicou Rosa Maria Santos. Em caso de infecções, o lesionado pode fazer uma compressa quente antes de visitar um profissional para amenizar a dor e ainda drenar a secreção. Mas vale lembrar que esse tipo de tratamento será apenas uma medida de emergência e só o manuseio de um profissional pode livrá-lo desse incômodo.


23.07.13


Saiba mais sobre a causa e o tratamento desta doença, que atinge até 30% da população adulta

 

* Por Evaldo Bósio Filho

Cervicalgia é definida como qualquer dor, com ou sem rigidez articular (perda de mobilidade), que acomete da base do crânio (articulação atlanto-occipital) até a transição entre coluna cervical e coluna dorsal (torácica) região de C7-T1. Está presentes em cerca de 30% da população adulta, sendo mais comum em mulheres de 30 a 50 anos. Os factores que podem vir a gerar dores cervicais são diversos, sendo os mais comuns: postura inadequada, posição imprópria durante o sono, bolsas pesadas com suporte nos ombros, sentar em cadeiras com braços elevados, stresse psicológico e durante actividade profissional, hérnias cervicais, lesões e fracturas das vértebras cervicais, tumores, histórico de doenças reumáticas. As dores podem irradiar para a região dos ombros, principalmente na região próxima do músculo trapézio e região dorsal. Quando isso ocorre, ela recebe o nome de cervicodorsalgia. Muitas vezes as dores irradiam também para antebraço e braço em consequência de compressão das raízes nervosas que têm origem na região cervical (Plexo Braquial). Nesses casos, é possível que a dor venha acompanhada de déficit motor e/ou sensitivo por pinçamento das raízes nervosas. Quando isso ocorre, a cervicalgia recebe o nome de cervicobraquialgia. O Diagnóstico da cervicalgia é feito através de uma avaliação bem elaborada com exames de imagem (Raio X e Ressonância Magnética), exames e testes neurológicos (Testes de reflexos e sensibilidade) e informações clínicas com o fim de identificar o tipo da dor, como ela acontece, que momento do dia ela ocorre e com qual gravidade e frequência ela aparece. O tratamento fisioterápico é direcionado inicialmente para diminuir as dores. Assim que o paciente apresenta uma boa resolução do quadro álgico, dá-se início ao trabalho sobre a causa das dores. Diversas técnicas e terapias são utilizadas para o tratamento, como: terapia manual (mobilização e manipulação), recursos de eletrotermofototerapia, exercícios para alongamento e fortalecimento, actividades posturais como a Reeducação Postural Global (RPG), são tratamentos com grande eficácia para esse acometimento da região cervical. Após a resolução dos problemas cervicais, os pacientes devem ser orientados a mudarem alguns hábitos e tomar mais cuidado com posturas do dia a dia, afim de evitar novas recidivas de dores ou problemas cervicais.

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publicado por Zé às 20:00

01.06.13


Cuidar bem dos dentes pode melhorar a sua performance no desporto.


Pouca gente sabe, mas tratar a saúde bucal é tão importante quanto realizar procedimentos indispensáveis para a qualidade na corrida. Assim como realizar exames clínicos periódicos, ter atenção ao trabalho muscular e manter a disciplina nutricional, cuidar bem da parte odontológica pode ser determinante na melhora de desempenho. “A pessoa que corre leva o corpo ao limite. Isso pode favorecer o aparecimento de problemas odontológicos, causados tanto pelo impacto quanto pela carga física a que o corpo se submete”, explica Oscar Razuk, cirurgião dentista especializado em reabilitação oral e clínica geral.

De olho na tensão
Uma das causas de lesão dentária no desporto é a tensão que antecede a disputa de provas. Ela pode levar a problemas como o bruxismo, que consiste na pressão excessiva que a pessoa aplica à arcada dentária ou o mais conhecido ranger de dentes. Conseqüentemente, aparecem sintomas adicionais como as dores de cabeça, de ouvido e pescoço, além de muito desconforto. Também é preciso atentar para o surgimento de infecções mais sérias, como a gengivite, por exemplo. Será a estas doenças que o organismo dará prioridade de melhora, deixando o desempenho físico e a performance em segundo plano, o que nenhum atleta deseja. “Para um bom rendimento no desporto é preciso estar com tudo em dia, sentir-se 100% bem”, diz Oscar Razuk. 

O caminho é prevenir
“A odontologia do desporto deve funcionar como medida preventiva. Ela é essencial para potencializar a qualidade de vida e a saúde do atleta”, lembra o odontologista. Como os corredores estão especialmente sujeitos a lesões por impacto, que vão desde a quebra e perda dos dentes até fracturas nos ossos da face, devem apostar na protecção. Também é comum machucar língua, lábios e bochechas. “Para quem pratica corrida, uma actividade que gera impacto, utilizar uma placa protetora ajuda bastante”, diz Oscar Razuk. Estes protetores, que geralmente são confeccionados em silicone, funcionam como almofadas e distribuem a força durante o impacto, protegendo as estruturas dentais e periodontais.
Visitas periódicas ao dentista – de preferência especializado em desporto – e a realização de limpeza de tártaro a cada três meses são medidas que devem ser levadas a sério e também fazer parte da rotina.


13.05.13

As exigências da época em que vivemos não permitem que se dedique a atenção necessária à saúde e bem-estar do Homem. A prática desportiva, que permite ao ser humano manter -se saudável, é assim remetida para segundo plano quando objectivos de carreira profissional consomem grande parte do tempo e as contingências da vida do dia-a-dia não deixam tempo disponível para esse tipo de actividades. É neste contexto que aparecem sistemas de estimulação electromuscular (EMS) com objectivos ambiciosos: fique em casa ou no escritório e perca peso e ganhe músculo sem ginásio, sem suor, sem perda de tempo. É um slogan maravilhoso que vai de encontro às necessidades da maior parte das pessoas, mas será que funciona? No mercado existem muitos aparelhos para aplicação da EMS seja na área do desporto, seja na área da fisioterapia. Ambos apresentam resultados que provam a validade deste método nas duas áreas mencionadas, embora possam não ser aqueles proclamados por publicidade desinformada e enganosa. Este artigo tenta repôr a verdade acerca dos métodos de EMS, as suas aplicações e os seus resultados. estimelectromuscular.pdf

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publicado por Zé às 17:12

06.11.12

Mau jeito e stress podem causar dores agudas e limitação de movimentos. Confira as melhores maneiras de evitar e tratar o torcicolo

 
Quem já chegou em casa depois de um dia stressante e foi directo para a cama? Será que uma noite bem dormida é capaz de relaxar o corpo para o dia seguinte? Nem sempre. Dependendo da tensão na hora de dormir, da escolha do travesseiro, da posição na cama e do ritmo das atividades desenvolvidas durante o dia, os músculos do pescoço e costas podem trazer surpresas desagradáveis nas primeiras horas da manhã.
O torcicolo muscular é caracterizado pelo ferimento de uma articulação, depois de um movimento abrupto, que fica imobilizada e dispara uma contração ou espasmo nos músculos de sustentação da coluna cervical, como o esternocleidomastóideo, localizado nas laterais do pescoço e facilmente identificado por ser o músculo mais protuberante dessa região, e o trapézio, na parte superior das costas. Esse “mau jeito” pode limitar por um ou mais dias os movimentos laterais, frontal e posterior da região cervical. Os principais sintomas do torcicolo muscular são dores intensas na cabeça, pescoço, ombros e costas. Segundo o ortopedista Ricardo Nahas, o torcicolo está relacionado a erros na postura ou no exercício. “Por isso, tanto pessoas sedentárias quanto corredores estão suscetíveis a essa lesão. É claro que atletas bem condicionados tem menos chances que pessoas que não praticam exercícios físicos. Mas se um corredor, por exemplo, exagerar na dose, pode ter um torcicolo também”, disse Nahas.

Fadiga está entre as principais causas
A sustentação dos músculos e, conseqüentemente da postura, por período de tempo que leve a exaustão, ou seja, à fadiga da musculatura, é uma das causas mais comuns do torcicolo muscular. “Baixas temperaturas também podem ser responsáveis pelo espasmo na tentativa de produzir calor e aquecer a região descoberta”, enfatizou Nahas. Apesar de muitos atletas acreditarem que o torcicolo não tenha ligação direta com a prática de desportiva, especialistas garantem que se uma atividade for executada de maneira incorreta, pode causar a dor. “Quando uma pessoa faz exercícios abdominais, por exemplo, a cabeça deve ser estabilizada. Porém, se os músculos forem tencionados, o torcicolo pode se manifestar”, disse o ortopedista. Para a treinadora da Personal Life, Camila Hirsch, a corrida também pode causar torcicolo: “A tensão dos braços estimula a contração muscular, assim como os exercícios de musculação, quando o aparelho exige muito dos músculos do trapézio, que ficam tensos”. O corredor e treinador Flávio Freire, 42, que pratica o desporto há 24 anos, acredita que a tensão é o grande vilão do torcicolo. “Tinha dores com mais freqüência no pescoço, quando estava estressado ou tinha muito trabalho”, relembrou.

Alongamento pode prevenir e tratar dor
“Equilíbrio é a resposta. Tanto o alongamento quanto o fortalecimento muscular, na dose certa, podem evitar o torcicolo. No entanto, se presente, o repouso, o uso de antiflamatórios e aquecimento na região afectada são as primeiras atitudes a serem tomadas”, afirmou Nahas.
Treinadores concordam com especialistas e acrescentam à prevenção outras dicas, como massagens e acupuntura regularmente e durante a crise. “Fazer alongamentos de todas as angulações da cabeça e ombros, além de sessões de massagem, como shiatzu, e acupuntura aliviam e previnem o torcicolo”, indicou a treinadora Camila. Flávio Freire adota o alongamento, o aquecimento prévio e começa o treino com intensidade bem menor. “Antes de iniciar a acupuntura, tinha dores mais constantes. Hoje, quando sinto dores no pescoço, o tratamento é feito com gel antiflamatório e evito movimentos bruscos”, contou. César Augusto Granello também é a favor da prática de exercícios de aquecimento e alongamento antes da corrida. Ele também aposta no RPG(Reeducação Postural Global) e na mudança de posição antes de dormir, atitudes que diminuíram a freqüência do torcicolo. “Além da massagem e da bolsa de água quente, comecei a fazer tratamento de RPG, troquei o travesseiro por outro da altura dos meus ombros e passei a dormir de lado”, concluiu.



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publicado por Zé às 08:00

11.10.12

 

Uma discussão longe de ter consenso é a questão do sexo e actividade física, incluído  a corrida. Antes prejudica? Relaxa? E depois? É bom ou ruim para o desempenho da corrida? E qual a influência da actividade física no desempenho sexual?


Normalmente a preocupação com esse assunto refere-se com a primeira situação onde alguns atletas, dependendo do desporto praticado, até evitam fazer sexo nos dias que antecedem uma competição, enquanto outros não fazem qualquer restrição. Por isso, as concentrações no futebol, onde os atletas ficam isolados na véspera ou mais dias do evento, tornaram-se uma prática regular. Outra discussão que está saindo do campo da especulação, porque já existem estudos, é em relação à corrida se evita o câncer de próstata. Dizem que a corrida melhora quase tudo na vida da gente. Embora isso possa soar como uma afirmação um tanto fanática, ela parece estar bem próximo da verdade. Doenças como hipertensão arterial, diabetes e outros factores que elevam os riscos cardiovasculares são prevenidos e combatidos com a corrida moderada a forte, praticada regularmente e se possível, profissionalmente orientada. Sabe-se que essas doenças costumam vir acompanhadas de deficiência de óxido nítrico, um importante neurotransmissor que actua no tecido erétil, conduzindo à ereção peniana. Não precisamos ser muito inteligentes para entender que a função eréctil, entre outros factores, depende não só da vontade, mas dos factores psicológicos, dos neurotransmissores e um sistema cardiovascular eficiente. O óxido nítrico induz ao relaxamento da musculatura lisa do corpo cavernoso, favorecendo a erecção peniana. Ou seja, todo o caminho por onde o sangue passa precisa estar desobstruído e sabidamente a corrida ajuda nessa "limpeza".

 

MENOS STRESSE COM A CORRIDA.

 

Outro grande factor que também pode levar à deficiência de óxido nítrico normalmente associado à hipertensão arterial é o stresse que comprovadamente desorganiza o equilíbrio das células, produzindo excesso de radicais livres. Até certo ponto, todas as células do corpo possuem um sistema de defesa para suportar o stresse. A corrida de intensidade moderada a forte altera positivamente esse funcionamento oxidativo, aumentando os níveis de óxido nítrico, além de estimular hormônios mais conhecidos, como a adrenalina, a noradrenalina, a testosterona, o estradiol nas mulheres e as endorfinas, que dão a sensação de euforia. Por conta de certo preconceito, a maioria da população masculina não admite a disfunção eréctil. No entanto, os números oficiais mostram o contrário. A Sociedade de Urologia (SBU) afirma que de 40 a 46% dos homens entre 18 a 45 anos de idade têm algum grau de disfunção eréctil. As projeções até 2025 apontam para 322 milhões de homens com o problema no mundo. As causas são muitas, mas a principal delas são as doenças ocasionadas pelo sedentarismo, o fumo e o stresse fora de control. Faz sentido... Segundo o IBGE, o sedentarismo  já atinge 70% da população adulta. Quem trabalha ou estuda demais costuma ter menos vontade e ainda usa o cansaço como álibi para não fazer sexo. Mestrandos e doutorandos em pesquisas relacionadas acusam pouca prática sexual por falta de tempo. Para alguns o estudo é mais importante, assim como para outros é o trabalho, ficando o sexo para depois.

 

AUTOCONFIANÇA A MAIS.

 

Especialistas no assunto atestam uma necessidade fisiológica do organismo humano de fazer sexo em qualquer idade, tal como a continuidade do treino físico, desde que praticado com naturalidade, satisfação mútua e não se queira provar nada pra ninguém. Por si só, a autoconfiança dos praticantes de corrida, como de qualquer outra actividade física, já favorece boas relações amorosas. Estão sempre de bem com a vida, que é o ponto de partida para qualquer relação social. Do ponto de vista físico, além do coração, a musculatura abdominal, dorsal, e das pernas precisa estar apta e flexível para as contrações, posições e brincadeiras inerentes ao acto sexual, prolongando o prazer. As respostas cardiovasculares durante o acto sexual, tanto da pressão arterial como da freqüência cardíaca, costumam ser similares às do exercício físico. Ou seja, aumentam até atingir o orgasmo e diminuem durante o descanso. O bom condicionamento físico, como quase tudo na vida, faz a diferença no tempo de prazer. De qualquer forma, a disfunção erétil tem cura e pode ser passageira. Basta vencer o preconceito, consultar um urologista, um profissional de Educação Física, trabalhar menos, viver mais e dar as suas corridinhas. Simples?

 

CÂNCER DA PRÓSTATA.

 

Outra grande vantagem da corrida associada à saúde masculina é em relação ao câncer de próstata. A revista "Medicine & Science in Sports & Exercise" publicou na edição de outubro um estudo mostrando que a corrida de 10 km pode evitar o câncer da próstata em homens acima dos 50 anos. Ficou comprovado que quanto mais rápido e melhor condicionados são esses corredores, mais se evita o crescimento da próstata.; o estudo envolveu mais de 28 mil homens durante 8 anos, tornando-o não desprezível. Até hoje o assunto estava mais no campo da especulação, porque vários médicos já haviam observado que corredores de média e longa duração têm menos câncer da próstata e não sabiam o porquê. Agora existe estudo e não é uma simples coincidência. Portanto, todos nós amantes desta modalidade temos mais motivos para correr e fazer sexo. A corrida evita o câncer, o sexo melhora a corrida. Embora entre os maratonistas não haja consenso quanto a fazer ou não sexo antes de uma competição, na dúvida é melhor fazer. O principal é estar de bem com vida, com seu parceiro/a e melhorar cada vez mais o relacionamento amoroso e a saúde.

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publicado por Zé às 11:00

Um espaço onde pode informar-se sobre aspectos relacionados com a corrida, alimentação, exercícios, nutrição, treinos, lesões etc,etc. Email:jmsesteves@mail.pt
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