"O tempo é valiosíssimo, mas não custa nada, podemos fazer o que quisermos com ele, menos possui-lo, podemos gasta-lo, mas não podemos guarda-lo. Quando o perdemos não podemos recupera-lo, "passou e pronto.!".

27.08.12

Bursite em corredores


Atrito entre osso, tendão, pele e calçados causa desgaste e, por conseqüência, a bursite. Saiba como se prevenir ou tratar o problema

 


As bursas, ou bolsas sinoviais, podem ser definidas como cápsulas protectoras preenchidas com líquido sinovial e estão presentes em áreas de maior atrito do corpo, entre tendões, ossos e músculos. A bursite se dá quando ocorre uma inflamação dessas bursas e são várias as causas que podem provocar esse processo inflamatório, tais como: traumas diretos, lesões por overuse, ou seja, esforços repetitivos como nos desportos, infecções, doenças reumáticas entre outras. Em atletas praticantes de corrida, as lesões acometeçem com grande freqüência nos membros inferiores, tanto nos quadris como joelhos e pés. Essas lesões podem ocorrer por diversos motivos e poderiam ser evitadas com algumas atitudes preventivas e orientações feitas aos atletas que estão iniciando a vida desportiva. desequilíbrios musculares e a falta de alongamento e aquecimento pré-actividade são factores que podem levar o atleta a apresentar lesões, além de factores extrínsecos como calçados inadequados.

Algumas das lesões muito freqüentes em corredores são:

- Bursite Trocantérica: Apresenta-se por uma dor na região lateral do quadril e pode ser causada por um desequilíbrio entre os músculos do quadril, região quem que músculos importantes na estabilização dessa articulação, como o glúteo médio, encontram-se enfraquecidos e o encurtamento dos músculos, como os isquiotibiais, banda iliotibial (região lateral) e adutores, também podem influenciar na sobrecarga que a região do quadril.

- Bursites Pré e Infra-patelares: Localizadas na região anterior do joelho, são comuns em diversos desportos alem da corrida. Além da dor local, também pode haver queixa durante o movimento de flexão e extensão extrema com resistência do joelho.

- Bursite do Calcâneo: Caracterizada por dor na região posterior do calcanhar, pode ser secundária ao esporão calcâneo e a tendinite de Aquiles e manifesta-se não só durante a corrida, mas também durante caminhads mais longas.

O tratamento das bursites pode ser dividido em duas fases:

- Fase Aguda: Nessa fase o objectivo é controlar a dor e a inflamação e, além dos medicamentos indicados pelo médico, a fisioterapia poderá ser útil com aparelhos e meios físicos proporcionem analgesia e conforto ao paciente. O repouso da actividade física nessa fase é importante.

- Fase Crônica: Nessa fase a reabilitação é voltada para o reequilíbrio muscular com o intuito de evitar recidivas. São muito comuns em atletas lesões crónicas por falta de tratamento adequado e a dor é combatida com medicamentos, mas o problema não é tratado de maneira completa e retorna conforme os atletas retornam as actividades.

Grande parte dessas lesões podem ser evitadas se o atleta realizar o trabalho preventivo com aquecimento pré-actividade, alongamentos, fortalecimento dos músculos da perna como glúteos, quadríceps, adutores, isquiotibiais e panturrilha, Além de orientação do treino feita por um profissional capacitado.

Boa Corrida!


Tenho uma bursite trocantérica no lado esquerdo há bastante tempo e foi com algum entusiasmo que li o seu artigo. Deu-me alguma esperança! Em 2009, foi-me diagnosticada uma trocanterite do lado esquerdo, fiz fisioterapia e melhorei qualquer coisa. Quando retomei a atividade física, voltou a dor e foi-se agravando. No início de 2012, piorou bastante ao ponto de não conseguir dormir para o lado esquerdo. A meio de dezembro de 2012 deixei o exercício físico devido às dores e fiz uma ressonância que deu bursite trocantérica com líquido no subgluteo médio. Fiz anti-inflamatório durante 15 dias e não melhorei; continuei com as dores. Não voltei ao médico porque ele disse que se não passasse teria que fazer infiltrações! E, nem pensar! Pensei que me mandaria fazer fisioterapia e recuperção muscular, porque acredito que "esta lesão" se deveu a falta de massa muscular em certas zonas. Nunca fiz desporto e aos 33 anos inscrevi-me num ginásio, comecei a ganhar gosto pelas aulas de grupo e tmabém pelo desporto e aos 34 anos comecei a correr na rua com um grupo de colegas. acredito que foi ai que começou esta lesão (foi em maio de 2008, que comecei a correr) pois, cerca 3 meses após ter começado a correr senti dor junto à crista iliaca do lado direito e mais tarde veio a trocanterite.
Já vai longo este comentário.
Obrigada pela esperança. Vou ver se consigo que o médico me passe o P1 para fazer fisioterapia.
Joana Santos a 28 de Março de 2013 às 21:22

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