"O tempo é valiosíssimo, mas não custa nada, podemos fazer o que quisermos com ele, menos possui-lo, podemos gasta-lo, mas não podemos guarda-lo. Quando o perdemos não podemos recupera-lo, "passou e pronto.!".

21.12.11

 


Um dos tipos de lesão mais comuns em corredores, ela pode ser fácilmente diagnosticada e eliminada, se for tratada de maneira correta

 


Ilustração: Rogério Doki


Existem diversas lesões que acometem atletas praticantes de corrida, tanto profissionais como os iniciantes. Dentro dessas lesões está a fasciíte plantar, pouco conhecida no meio, mas de grande incidência entre os corredores. A fáscia plantar é um tecido fibroso que reveste os músculos flexores dos dedos e é responsável por potencializar os mesmos. A fáscia atua aumentando o braço de alavanca, ou seja, amplia a eficiência na fase de impulsão do pé durante a marcha, que é quando o calcanhar se distancia do solo. Assim, tem papel importante no dia-a-dia dos corredores e uma lesão que acometa essa estrutura pode trazer grandes problemas no desempenho e na qualidade de vida dos desportistas. No caso dessa lesão, a fasciíte plantar, como o próprio nome diz, trata-se de uma inflamação da fáscia plantar (planta ou sola do pé). Quando submetida à actividade intensa, ocorrem microrrupturas que levam a processos inflamatórios e, con­seqüentemente, surgimento de dor nesta região.

Os sintomas
O primeiro sinal é sempre uma dor local, na sola do pé, próxima ao arco plantar ou ao cal­canhar, que surge pela manhã, ao acordar. Mas a dor passa logo, com os primeiros passos do dia, pois a fáscia se alonga e, assim, reduz o incômodo. A queixa mais freqüente é que a primeira pisada do dia é sempre muito dolorosa. A dor piora novamente à noite e após a corrida. Caso não seja tratada nessa fase, evolui com dores mais constantes que incapacitam a corrida. Em alguns casos, forma-se até o esporão de calcâneo, uma calcificação dolorosa na base do osso calcâneo.
A dor deve ser combatida com o uso de gelo, fisioterapia ou, até mesmo, medicamentos. Porém, é importante um tra­balho de alongamento e relaxamento da fáscia para o trata­mento dessa lesão e prevenção de futuras recidivas. O alongamento dos músculos da panturrilha deve ser re­alizado freqüentemente não só com a perna estendida (para alongamento dos gastrocnêmios), mas também com a perna semiflexionada (para alongamento do músculo sóleo), além do alongamento dos músculos flexores dos dedos. O alon­gamento tem papel importante, pois deixa a fáscia mais flexível e, conseqüentemente, diminui o número de microrrupturas. Além dos recursos eletroterapêuticos como ultra-som e laser, a fisioterapia atua na liberação miofascial, diminuindo as retrações da fáscia e melhorando a dor. Após o tratamento e a melhora do quadro, é importante a manutenção de alon­gamentos e a escolha de calçados próprios para seu tipo de pisada a fim de que não aconteçam recidivas.


Um espaço onde pode informar-se sobre aspectos relacionados com a corrida, alimentação, exercícios, nutrição, treinos, lesões etc,etc. Email:jmsesteves@mail.pt
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